Conselheiros municipais de saúde da Baixada debatem sobrecarga do Hospital da Posse

Reunião Conselho Municipais (6)

Dos dez mil pacientes que chegam mensalmente à emergência de Nova Iguaçu, 45% são de fora da cidade, e a maioria dos atendimentos se refere a casos que poderiam ser tratados em postos de saúde e unidades de pronto-socorro dos municípios de origem dos doentes

A sobrecarga do Hospital Geral de Nova Iguaçu (Posse/HGNI) foi o principal tema do Encontro dos Conselheiros Municipais de Saúde, que reuniu representantes da Região Metropolitana I, formada pela cidade do Rio de Janeiro e por todos os 13 municípios da Baixada Fluminense, nesta quinta-feira (7/11), no auditório da Universidade de Nova Iguaçu (Unig). A unidade realiza em média de 10 mil atendimentos por mês, mas 45% deste total são pacientes de fora da cidade. Outra conclusão levantada durante a reunião é de que a maioria dos casos poderia ser tratada em postos de saúde e em unidades de pronto-atendimento dos municípios de origem dos doentes. 

O Hospital da Posse é uma unidade de urgência e emergência municipal, mas que atende a pacientes de toda a Baixada Fluminense e até do Rio de Janeiro. Para o conselheiro municipal Daniel Coelho do Nascimento, é preciso que haja uma conversa entre os municípios da Baixada Fluminense para que se estabeleça o papel de cada um. “A sensação que eu tenho é que os municípios querem se livrar da responsabilidade, as ambulâncias chegam ao Hospital da Posse trazendo pacientes que muitas vezes poderiam ser tratados em seus bairros. Nova Iguaçu tem arcado com os custos desses atendimentos, mas isso deve ser revisto. O HGNI atende como hospital regional, mas não recebe recursos dos outros municípios.”, disse o conselheiro.

Em janeiro deste ano, ao assumir o governo, o prefeito Nelson Bornier decretou estado de calamidade pública na Saúde e iniciou uma série de reformas no HGNI. Em março foi inaugurada a Nova Emergência, um espaço separado da Emergência, criado para atender casos de urgência. Em julho foi a vez da reinauguração do ambulatório, e atualmente as 40 enfermarias da unidade estão sendo revitalizadas. Para o secretário municipal de Saúde, dr. Luiz Antônio Teixeira Júnior, as melhorias no hospital atraíram a população.  “Já nos primeiros meses da nossa gestão as pessoas sentiram a diferença e com isso temos recebido pacientes de toda a Baixada Fluminense. Somos parceiros dos outros municípios e somos acolhedores, jamais deixaremos um paciente sem atendimento, mas precisamos dividir as complexidades, ou seja, os municípios precisam absorver o atendimento de casos menos graves para que possamos continuar atendendo as maiores complexidades com qualidade”, explicou o secretário.

Para o diretor geral do HGNI, Dr. Joé Sestello, o excelente relacionamento entre a prefeitura e os governos Estadual e Federal são fundamentais. “Felizmente a secretaria municipal de Saúde tem uma grande parceira com o governo do Estado e com governo Federal e isso tem sido muito importante para a garantia da qualidade de nossos serviços. Recentemente, por exemplo, recebemos a doação de 40 macas. O suporte tem chegado, mas precisamos contar também com o apoio de nossos vizinhos, queremos abrir uma linha de comunicação com os outros municípios para juntos buscarmos a melhor solução”, afirmou.

 Na reunião estavam presentes representantes de Nova Iguaçu, Seropédica, Magé, Queimados, Mesquita, Itaguaí, Belford Roxo e Rio de Janeiro. No próximo encontro marcado para 10 de dezembro os representantes de cada município vão apresentar um relatório do que cada cidade oferece na área de Saúde.

 



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